10 de mai de 2014

O último ponto - Edson Monteiro

Editora: Novo Século
Páginas: 144
Resenhado por: Ana Paula da Cruz

Uma sábia competição, muito além das cartas, orquestras, bailes, danças, jogos. Este ciclo já faz parte da incrível jornada do brasileiro Juan Carlo, e da do argentino Jean Lucka. Ainda mais quando os dois, após terem ganhado um bom dinheiro em um cassino de Buenos Aires, acabam parando em um transatlântico que parte da capital portenha em direção à Barcelona. Porém, durante esta tumultuada viagem, que parece ter surgido por força do destino, acabam descobrindo que amam a mesma mulher. É o que faltava para protagonizarem um duelo entre razão (Jean) e a emoção (Juan)! E eis que essas duas naturezas opostas resolvem travar uma disputa inteligente, que poderá marcar a vida deles para sempre. Quem sairá vencedor deste triângulo amoroso? E a quem Katharine entregará seu legítimo amor?




Dois homens. Um é a personificação da razão, o outro é puro sentimento. Juan Carlo é emocional, já Jean Lucka é racional, ambos sempre viveram juntos e na mais perfeita harmonia e amizade até o dia em que ganham uma bolada de dinheiro e entram em desavença quanto ao que fazer com o montante.  Um quer se aventurar, ganhar o mundo. O outro, metódico, pensa que eles têm que guardar o dinheiro e aproveitá-lo em algum bom investimento para o futuro.

Após a ruptura da amizade, ambos seguem seus caminhos. Enquanto Carlo embarca em uma aventura em um cruzeiro para aproveitar o dinheiro como um simples passageiro, Lucka pensa grande e quer trabalhar para conseguir aumentar seus ganhos. Por força do destino, ambos acabam embarcando na mesma viagem de navio - um como passageiro e o outro como trabalhador - e, durante a viagem, acabam se apaixonando pela mesma mulher e passando por poucas e boas ao longo dessa atribulada viagem.

A narrativa é bem intensa e ligeira, com inúmeros acontecimentos ao longo das mesmas páginas e os capítulos são alternados entre os dois personagens principais. Confesso que não gostei muito da leitura, não me identifiquei com a narrativa do autor e nem consegui me envolver na história. Às vezes eu sentia que o autor tinha divagado em cima de crises existenciais ou políticas que estavam inseridas no contexto, mas ao invés de gostar e compreender o que estava sendo descrito apenas fez eu me sentir um pouco perdida. O final conseguiu me prender um pouco, mas infelizmente foi uma leitura que não funcionou para mim.

"O amor nasce no incondicional, na liberdade, na reciprocidade e na simplicidade dos atos." Pág. 64

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