29 de jan de 2015

Cadê a Andresa?

Oi, pessoal! Sim, eu estou viva \o/

Sei que alguns de vocês devem estar pensando sobre o motivo do meu sumiço, então vim dar as devidas explicações para vocês:

- Não sei se todos sabem, mas eu estou noiva! Namoro há quatro anos e vou me casar dia 6 de agosto de 2016 (sonhei com esse dia em uma noite e é o dia do Bom Jesus, meu padroeiro). Então estou planejando tudoooo para o casório e isso ocupa muito a minha cabeça. Nunca imaginei que um casamentos eram tão complicados e tão caros também...

- Estou em um novo emprego! Vocês sabiam que eu trabalhava na editora Gente, não é? Bom, sai de lá em outubro do ano passado e agora, em janeiro, comecei um novo estágio na Gutenberg!! Sou super fã da editora, quem me conhece entende o meu amor pelos livros da Paula Pimenta, então nem preciso dizer o quanto estou feliz. É um sonho que se realizou (no dia do meu aniversário) e que ainda não caiu a ficha!

- TCC. *todos gritam*. Cheguei no tão temido ano do TCC. O ano em que todos dizem que é de arrancar os cabelos, correr parar as montanhas, ficar com crise existencial... Enfim, o ano da loucura. Mas estou bem animada porque adoro o meu grupo e provavelmente iremos abordar um tema literário *-* Isso me motiva muito!

Esses três motivos fizeram com que, querendo ou não, o meu tempo livre, tanto para ler quanto para postar no blog, ficasse beeem curto. Quando sobra um tempinho eu só penso em dormir, haha, o cansaço está gigantesco.

Ainda não sei se vou parar com o blog ou não. Pensei seriamente em abandonar tudo (tanto que quase não tenho mais parcerias com editoras), mas estou pesando as coisas. O In Bookshelf me proporcionou muito do que conquistei hoje, principalmente esse emprego dos sonhos. Eu amo o blog, e não dá pra simplesmente para abandonar aquilo que criamos com tanto carinho.

Espero que entendam o meu sumiço, que me deem dicas para não desistir do blog e que não me abandonem. Não sei ainda a frequência em que irei aparecer por aqui, mas quero trazer um conteúdo diferente e interessante para vocês. Quero falar mais sobre curiosidades sobre o mercado editorial, já que agora sei mais sobre o assunto.

Acredito que está na hora de repensar o blog. Tanta coisa mudou na minha vida, talvez essa seja mais uma das coisas que precisam mudar - para melhor, claro!!!

Obrigada por tudo <3

16 de dez de 2014

O Presente - Cecelia Ahern

Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Resenhado por: Ana Paula Abs

Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.

Muito legal ler um livro que se passa na mesma época que se está vivenciando. A escolha de ler O Presente da autora Cecelia Ahern aconteceu de uma forma completamente aleatória. Apesar de eu adorar a autora, não foi isso que me fez escolhê-lo, e tive sorte, porém não me surpreendi: como sempre, adorei o livro.

O Presente conta a história de Lou Suffern, um típico empresário: atarefado, cheio de bens materiais, uma casa enorme e um Porsche na garagem. Lou também ostenta inúmeras conquistas profissionais, e, claro, está sempre almejando mais. Porém, Lou não tempo nem para si e, muito menos, para a sua família. Está sempre correndo, sempre tendo que se dividir em dois ou três para realizar as tarefas do dia. Confesso que foi um pouco difícil gostar dele no início. 

Em uma tarde, num ímpeto de bondade e compaixão, afinal, era época de natal, Lou se vê oferecendo um café ao morador de rua que estava perto do seu trabalho. Após alguns minutos de conversa, Lou percebe que Gabe é muito astuto e está sempre ligado em tudo que está acontecendo ao redor. Em outro ímpeto, o contrata para trabalhar na empresa, já que o poder de observação de Gabe poderia lhe ser útil para uma possível promoção. O que Lou não percebeu, cego pela ambição, foi que Gabe parecia conhecer a alma das pessoas, e com mais precisão ainda, a de Lou Suffern, e que sua vida estava prestes a mudar.

Vamos nos inteirando da história de Lou e sua família através dos olhos do Sargento Raphie O’Reilly, que conta a história a qual estamos lendo para o “garoto do peru”, que está preso na delegacia até que sua mãe chegue, pois cometeu um pequeno delito (um peru tocado pela janela) na casa da nova família que seu pai constituiu.

À medida que a história avança, tanto para nós leitores quanto para o “garoto do peru”, nos vemos presos naquele tipo de magia fantasiosa que é típico de Cecelia Ahern, enquanto o sargento tenta, ao mesmo tempo, entender o que aconteceu e ensinar algo valioso para o garoto.

Vamos acompanhando o abrir de olhos de Lou, através das indiretas muito diretas de Gabe.Vamos entendendo o que Gabe quer fazer, o que Gabe TEM QUE fazer, antes que não dê mais tempo.Vamos tentando descobrir como Gabe faz as coisas que consegue fazer ao longo do livro, o que me deixou muito curiosa... mesmo. Vamos analisando, através da escrita da autora, atitudes que temos ao longo dos nossos dias, meses, anos, vida.

Como sempre é um livro muito reflexivo, cheio de ensinamentos, íntimo, que mexe com o nosso interior. Ainda mais nessa época mágica...

“É o tempo, o que nunca temos em quantidade suficiente. É o tempo que causa a guerra em nossos corações. Devemos usá-lo com sabedoria. O tempo não pode ser embrulhado para presente e deixado embaixo da árvore na manhã de natal. O tempo não pode ser dado. Mas pode ser compartilhado.” 

9 de dez de 2014

A filha do louco - Megan Sheperd

Editora: Novo Conceito
Páginas: 416
Resenhado por: Ana Paula Abs

Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família.

Quando li a Sinopse de “A Filha do Louco” fiquei bastante intrigada. A ousadia de usar uma história antiga (“A ilha do Dr Moreau” de H.G.Welss) como pano de fundo para uma nova me pareceu promissora e, particularmente, adoro um cenário macabro e sombrio, que foi o que a sinopse prometeu.

Megan Shepherd nos conta a história de Juliet Moreau, filha do famoso Dr. Moreau. Vinda de família nobre e bem conceituada, Juliet vê sua vida desmoronar após os escândalos que envolvem as “atividades” de seu pai (experiências entre homens e animais) serem desmascaradas e virarem um fardo tão grande para carregar que levou ao abandono da família por parte do pai. Mãe e filha se veem perdendo posses e pertences e tendo que trabalhar para garantir o próprio sustento. 

 No início do livro fiquei bastante aflita com algumas barbáries à qual Juliet era submetida e pensei que seria uma leitura de tirar o fôlego, cheia de sustos e um forte suspense. Infelizmente não foi o que encontrei. Logo quando Juliet encontra um amigo de infância, Montgomery, o qual foi criado junto com ela e que, coincidentemente, ainda ajuda seu pai, que está vivo em uma ilha deserta, foi perceptível o rumo que o livro tomaria. 

Partindo juntos ao encontro de Dr Moreau e sua ilha, o início da viagem é turbulento e bastante instigante, com o surgimento de um náufrago cheio de mistérios chamado Edward Prince. No decorrer da leitura passamos a compreender mais a fundo o tipo de experiência que o Dr. Moreau realiza e, também, adentrar nos sentimentos que permeiam a cabeça de Juliet com essa inesperada volta para seu pai, o qual julgava morto. Porém, com isso, vai se criando um círculo muito repetitivo na história. 

Ao invés de criar uma atmosfera bizarra em volta da ilha, dos experimentos e abusar de acontecimentos estranhos, a autora foi criando uma história de “família inacabada”, um amor antigo mal-resolvido e o surgimento de um novo e inesperado sentimento. Os “segredos” acabam ficando em segundo plano, os experimentos, os quais deveriam ser o ponto alto de terror e suspense da história, são praticamente bichos de estimação de Dr. Moreau e, penso eu, que maiores explicações talvez tenham ficado para o segundo livro, pois neste eu fiquei meio que na superfície total.

Infelizmente a história não me convenceu. Apesar da escrita da autora ser boa de ler, e, repito, o tipo de história ser bastante promissor, não comprei a ideia que a autora tentou vender, uma pena.

“Ele nunca dissera que as acusações eram infundadas. Apenas que eram injustas.” Pág. 172

30 de nov de 2014

Proposta Inconveniente - Patricia Cabot

Editora: Record
Páginas: 350


Apaixonada pelo capitão Connor Drake, Payton sonha em ser capitã de seu próprio navio. Ela cresceu desejando essa profissão exclusivamente masculina, mas agora deve abdicar disso tudon para conseguir um bom marido. O problema é que Connor só percebe seus sentimentos por Payton na véspera de seu casamento com outra. Quando o barco dos noivos parte rumo às Bahamas, ele é atacado e resta a Payton se infiltrar num navio pirata para salvar a vida do seu amado. A coragem une os dois, e o resgate pode gerar mais frutos do que ela imaginou.



Nunca havia lido um livro escrito pelo pseudônimo Patricia Cabot. Todos os que li são da Meg, e quem acompanha o blog sabe que desde nova gosto dos livros dela. Infelizmente este livro não atingiu as minhas expectativas. A Carina Rissi (uma das minhas escritoras favoritas) postou no Facebook que tinha adorado o livro e assim que li o comentário fui correndo ler. Isso mostra claramente que o que é legal para uns pode não ser para outros.

Proposta Inconveniente é um livro de época sobre uma família que é dona de vários navios e passam a vida navegando. Mas se você pensa que a vida em alto-mar é tranquila está muito enganada. O enredo é cercado de piratas, lutas, brigas, e até mortes (mas as cenas são extremamente leves).

Além de tudo isso, o livro possui muitas cenas de amor, atração, intimidade e surpresas. Imagine ter que assistir ao casamento do homem por quem você foi apaixonada a vida inteira? Agora, imagine se ele, de repente - um dia antes do próprio casório - percebe que você existe e que está apaixonado?

O livro conta a história de Payton, uma moça que faria qualquer coisa pelo capitão Drake, por quem é completamente apaixonada. Na trama os dois dividem momentos intensos em diversos sentidos, tanto em terra firma como no navio dos Dixon os dos piratas.

Como eu disse, esperava mais do livro, mas isso não significa que eu não tenha me divertido com a leitura. Tenho outros livros da Patricia e espero que, assim que eu os leia. possa vir aqui com uma opinião mais animadora sobre os livros da autora. Acredito que vale a pena a leitura se você é fã da Cabot, mas sem muitas pretensões.

''O charme de Payton estava na sua atitude, na confiança com que se portava, na força graciosa de cada movimento, na incapacidade de ocultar os sentimentos, na transparência de suas emoções através daqueles imensos olhos castanhos.''

13 de nov de 2014

Ser feliz é assim - Jennifer E. Smith

Editora: Galera Record
Páginas: 400

A vida — assim como o amor — é cheia de conexões inesperadas e enganos oportunos. Uma ligeira mudança no curso pode gerar consequências surpreendentes. Afinal, às vezes, o desvio, o atalho é o verdadeiro caminho. A estrada que deveríamos ter escolhido desde sempre... Se pelo menos tivéssemos a coragem de fazer do coração nossa bússola.Graham Larkin e Ellie O'Neill não poderiam ser mais diferentes. O rapaz é um ídolo adolescente, um astro das telas de cinema; uma vida calcada na imagem. O cotidiano constantemente sob o escrutínio dos refletores. Agentes, produtores, RPs, assessores... Já Ellie passou a vida escondida nas sombras, fugindo de um escândalo do passado enterrado em sua árvore genealógica. Mas, mesmo sem aparentemente nada em comum, os dois acabam se conhecendo — ainda que virtualmente — quando Graham envia a Ellie, por engano, um e-mail falando sobre o porco de estimação Wilbur. Esse primeiro contato leva a uma correspondência virtual entre os dois, embora não saibam nem o nome um do outro. Os dois trocam detalhes sobre suas vidas, esperanças e medos. Então Graham agarra a chance de passar tempo filmando na pequena cidade onde Ellie mora, e o relacionamento virtual ganha contornos reais. Mas será que duas pessoas de mundos tão diferentes conseguirão ficar juntas? Será que o amor é capaz de vencer — mesmo — qualquer obstáculo? E mais importante... é possível separar ilusão de realidade quando o coração está em jogo?

Ser feliz é ter um novo livro da Jennifer E. Smith para ler! Como eu estava com saudades de ler algo escrito por ela! Para quem não sabe, a Jennifer é a mesma autora do livro A probabilidade estatística do amor à primeira vista, um dos livros mais fofos que já li. Graças à Galera Record, enfim podemos nos deleitar com um pouco mais de fofura e amor.

Em Ser feliz é assim conhecemos dois personagens muito diferentes, mas que têm seus corações entrelaçados da forma mais original e inesperada possível. No esquecido Maine vive Ellie O'Neill, uma garota aparentemente comum, mas que esconde um passado cheios de segredos. Já na fabulosa Los Angeles, vive Graham Larkin, um jovem astro do cinema e um dos maiores ídolos das adolescentes.

O casal acaba se conhecendo quando Graham envia um e-mail por engano para Ellie, e os dois iniciam uma amizade bem diferente. Digo diferente pois eles conversam sobre diversos assuntos da vida e sobre coisas que os fazem felizes, mas não dizem um para o outro os seus próprios nomes, por exemplo. Para Graham isso é fantástico, já que ele nunca consegue conversar com uma garota sendo ele mesmo, e não apenas o super astro juvenil.

Com um projeto de um novo filme, Graham tem a oportunidade de visitar a pequena cidade de Ellie e decide que está na hora de conhecer a jovem que o compreende tão bem mesmo sem conhecê-lo. Reviravoltas não faltam no meio da história de amor e ilusão dos dois. Ellie não é como todas as garotas, e Graham está disposto a lutar por ela.

Confesso que o primeiro livro da autora inda é o meu favorito, mas este, assim como o outro, proporciona horas deliciosas de leitura. É fácil suspirar por Graham, torcer por Ellie e se apaixonar pelo Maine. Terminei a leitura querendo mais livros da Jennifer!Acredito que o próximo livro a ser lançado no Brasil seja The geography of you and me, agora é só torcer para que a Galera o edite o mais rápido possível!

- Saudações - disse ele
- Bom dia.
- É. Já está sendo bom mesmo.

11 de nov de 2014

As gêmeas - Saskia Sarginson


Editora:Novo Conceito
Páginas: 320
Resenhado por: Ana Paula
As gêmeas Isolte e Viola eram inseparáveis na infância, mas se tornaram mulheres muito diferentes: Isolte tem um emprego glamouroso em uma revista de moda de Londres, namora um fotógrafo e vive em um bairro descolado. Viola, desesperadamente infeliz, luta contra um transtorno alimentar e não faz questão de se ajustar a nenhum grupo. O que pode ter acontecido para levar as gêmeas a seguirem trajetórias tão desencontradas? À medida que as duas jovens começam a reviver os eventos do último verão em família, terríveis segredos do passado vêm à tona – e ameaçam invadir suas vidas adultas.

Quando um livro te ganha pela capa o desejo é que o texto termine o trabalho, inebriando e deixando com mais e mais vontade de ler o livro. Em “As Gêmeas” foi o que, na maior parte do tempo, me aconteceu. A capa linda, a sinopse intrigante e um enredo que prometia bastante mistério me arrebataram de início.

“Não fomos sempre gêmeas. Antes fomos uma só pessoa.” Assim começa a história de Viola e Isolte. Logo no início compreendemos que, devido a um trágico acontecimento no passado delas, algo rompeu a vida que ambas tinham e fez com que lidassem com o ocorrido de formas diferentes. Enquanto, no presente, Isolte mostra-se forte, centrada e com uma vida bem feita e realizada, Viola definha em um leito hospitalar devido a um problema de transtorno alimentar, corroendo-se pela culpa. 

Mesmo percebendo desde o princípio a diferença de personalidade entre elas, onde Isolte era mais altiva, se impunha mais e Viola vivia mais às sombras, achei ótima a forma com que a autora “forçou” e caracterizou a diferenciação delas, deixando claro que, além de personalidades diferentes, depois de adultas, as gêmeas não têm nem mais o físico parecido. Cada uma virou uma pessoa diferente, não são mais “as gêmeas”, apesar da ligação entre elas continuar forte.

Com o passar dos capítulos, que são intercalados entre Viola, narrando em primeira pessoa, e Isolte, narrando em terceira pessoa, vamos conhecendo um pouco mais do passado das meninas e tendo a visão de ambas dos acontecimentos. Criadas pela mãe, sem saber quem era o pai, sempre tiveram uma vida muito livre de regras. Passando os dias de pés descalços, nadando, cabelos desgrenhados. Após o tal acontecimento, essa vida perfeita e livre das meninas tem fim. 

Ainda que a narrativa se passe no presente, o tempo todo somos remetidos ao passado das gêmeas para que compreendamos o porque a vida delas tomou o rumo que tomou e o que foi de tão grave que aconteceu, sempre com a  dose certa de suspense para que a curiosidade do leitor se torne cada vez mais aguçada. Conhecemos a cidade onde foram criadas, os amigos que fizeram, as brincadeiras que brincavam e, junto com isso, o fantasma da culpa que carregam. Ironicamente, é justamente voltando ao passado, voltando para a cidade onde foram criadas, é que Isolte ajudará Viola a aliviar a forma que pensa e a culpa que sente, e com isso, se recuperar desse mundo de automutilação no qual vive.

A narrativa da autora é brilhante, muitas vezes eu me sentia junto com as meninas. Sentia o vento, o cheiro da grama, o gelado do rio, a brisa morna... tudo tão perfeitamente detalhado que, ao final da leitura, parecia que eu conhecia tudo. É uma narrativa que, além de ser forte e magnífica, fala sobre dor, culpa, mas principalmente amor... amor fraternal e amor apaixonado, a dor do primeiro amor e a dor que sentimos quando, muitas vezes na vida, temos que sacrificar o nosso bem-estar para, assim, conseguirmos dar um pouco de paz e bem-estar para aqueles que amamos, para aquela outra metade que nos faz inteiros... Seja esse “inteiro” por um milésimo de segundo, ou por anos.

“É por isso que é estranho mas verdadeiro: fomos uma só pessoa antes, mesmo que tenha sido só por um milissegundo.” Pág. 05

7 de nov de 2014

Renascer de um Outono - Samanta Holtz

Editora: Novo Século
Páginas: 368

A vida aos dezoito anos está muito diferente do que Anna Hills havia sonhado. Sozinha em uma cidade estranha, reprovada no vestibular e demitida do emprego, ela enfrenta a difícil batalha para superar o desânimo e ir em busca de um lugar no mundo que possa chamar de seu. Determinada a deixar os fracassos para trás, Anna descobre nos classificados a vaga para baby sitter de uma garotinha que vive com o tio. No entanto, ela não imagina que aquele pequeno anúncio de jornal se tornará o passaporte para as maiores emoções da sua vida, colocando-a face a face com mudanças, escolhas e com John, o rapaz que amava em segredo desde a infância, em um encontro que os levará a desvendar o verdadeiro sentido do amor, da vida e da importância de fazer cada instante vivido valer a pena. Em uma tortuosa e apaixonante jornada, Anna descobrirá a força de uma grande amizade, a dificuldade de se conquistar o coração de uma criança e, acima de tudo, o poder transformador do amor, naquele que será o melhor e o pior outono da sua vida.


Alguns livros conquistam o nosso coração. Isso já é um fato, não é? Quem nunca leu um livro e sentiu que ele era o melhor livro que já leu em toda a sua vida? Mas, melhor do que isso, é quando um autor(a) conquista o nosso coração, e aí, meus amigos, pode ter certeza que qualquer livro que ele(a) venha a escrever se tornará o seu favorito.

Li Renascer de um Outono em setembro, então, como já devem ter percebido, essa resenha demorou muito para ser escrita. Acontece que os livros da Samanta Holtz possuem um significado especial para mim. Ela é uma das minhas escritoras favoritas e a pessoa mais doce que já conheci. O jeito que ela narra uma história é único, é a marca dela. Entre todos os livros que já li, os dela são os únicos que, de um jeito meio maluco, fizeram com que eu sentisse a essência (ou a alma) da escritora impressos junto com as palavras. Por isso precisei esperar tanto para me arriscar a escrever algo sobre a história.

Renascer de um Outono trás uma história tão bela quanto O Pássaro e Quero ser Beth Levitt. Anna Hills tem 18 anos e vive sozinha. O objetivo de viver sozinha, longe do pai e dos irmãos, era conquistar a tão sonhada vaga no vestibular. Porém sua vida está bem diferente do que havia planejado. Infelizmente Ana foi reprovada e, além disso, demitida de seu emprego como garçonete.

Até que um pequeno anúncio em um jornal antigo muda todo o seu destino. Anna Hills se torna babá de uma garotinha que precisa, mais do que tudo, de amor. E reencontra John, o rapaz que amou em segredo durante toda a sua vida.

A trama é incrível, no melhor estilo Samanta Holtz. Entretanto, confesso que ainda gostei mais dos outros dois livros da autora, provavelmente pelo fato de esse ter sido o primeiro livro que escreveu e ela ter amadurecido mais a escrita com o passar dos anos.

Se você, assim como eu, gosta de romances de alta qualidade, grave esse nome: Samanta Holtz, Samanta Holtz, Samanta Holtz... Nunca vou me cansar de ler seus livros. Sempre que termino de ler uma de suas histórias sinto uma vontade gigantesca de reler os outros livros. E claro, quero mais! Muito mais!

"Quando amamos, nossa vida passa a significar alguma coisa para alguém. E, assim, nos tornamos importantes, mesmo sendo apenas um pontinho no mundo." Pág. 270
 
Minima Color Base por Layous Ceu Azul editado por Anderson Vidal