8 de out de 2012

Viva para contar - Lisa Gardner

Editora: Novo Conceito
Páginas: 479
Resenhado por: Ana Paula da Cruz

Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa. 


Lisa G., farei uso de palavras do posfácio para definir este livro: "Sua imaginação é altamente doentia"

Ao longo da leitura conhecemos três protagonistas que, a princípio, não teriam nada em comum em suas vidas, não fosse por um acontecimento inesperado em meados de agosto. 

D.D. Warren é uma sargento durona, investigadora da polícia de Boston há quase doze anos, esperta, engraçada e articulada, solteirona convicta e extremamente eficiente no que faz. No meio de um jantar romântico (romantismo não era bem o que ela esperava para aquela noite), seu Pager toca e ela tem que resolver um caso “alerta vermelho” em uma residência perto dali. O assassinato de uma família inteira em um bairro classe média. D.D. Warren percebe facilmente que esse caso não será tão simples assim. E em meio a essas investigações, ela é levada a conhecer Danielle Burton.

Danielle Burton, uma jovem que tem seu passado manchado por sangue, conseguiu se tornar um exemplo de mulher apesar dos acontecimentos. Criada pela sua tia, formou-se na faculdade de enfermagem e trabalha como enfermeira em uma ala psiquiátrica que cuida de crianças com problemas psíquicos crônicos. É uma mulher independente e forte, mas não nessa semana. Essa semana faz 25 anos que seu pai matou sua mãe e seus irmãos... essa semana não, essa semana Danielle não é uma mulher muito forte. Ou precisará ser mais do que nunca já que a ala psiquiátrica na qual trabalha está sofrendo com acontecimentos muito estranhos.

Victoria Oliver é uma mulher que convive com o pesadelo dentro da própria casa. A cada dia que ela acorda não sabe se ficará viva até o fim do mesmo. É uma mãe extremamente dedicada e amável. Porém, dentro de sua própria casa ela não se sente mais segura, mas isso não a impede de proteger seu filho, custe o que custar e não importa que preço tenha que pagar.
Além das três mulheres serem extremamente fortes, os acontecimentos de agosto ligarão a vida delas de uma forma que elas jamais poderiam imaginar, e as três, mesmo sem saber, ajudarão a resolver os problemas umas das outras. Seja ele com o seu trabalho, o seu passado ou até mesmo alguém de dentro da sua casa.

Eu me apeguei à leitura de tal forma que não tem como explicar! Acho que com as pesquisas sobre as psicopatologias infantis existentes que Lisa Gardner fez, a autora descobriu também como fazer lavagem cerebral porque, a meu ver, essa é a única explicação para o estado em que fiquei durante a leitura. 

Enquanto li eu me senti nervosa, eu pensava e tentava desvendar o caso e me arrepiei com alguns acontecimentos sombrios que ocorrem na casa de Victoria. Tudo bem que lá nos últimos 12 capítulos o “mistério” já tinha ficado meio óbvio e autora exagerou demais na hora de esclarecer alguns acontecimentos, mas mesmo assim a história não perdeu seu encanto.

Esse livro é simplesmente magnífico. A narrativa desenvolvida de duas maneiras, (no caso de Danielle e Victória, é feita em primeira pessoa, já a da Sargento D.D Warren é em terceira) prende a sua atenção de uma maneira inexplicável do início ao fim do livro. Lamento Harlan Coben, mas minha preferência entre autores de Thrilers/suspense acabou de ser abalada.

5 comentários:

  1. Parabéns pela resenha Andresa! Estou ansiosa para ler Viva para Contar! Beijo!

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  2. Ana, ótima resenha! Apesar do tema não me atrair, já que não gosto de ler e sentir medo, fiquei tentada a lê-lo.

    Beijão!

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  3. Quando eu vi o livro eu simplesmente o amei. Ele é muito bom pelo que li em todas as resenhas, com toda essa história de crianças com problemas psicológicos. É um tema realmente interessante, apesar de ser algo que me assusta. Já é perigoso aquilo o que se passa cabeça de psicopatas adultos, imagina na de crianças?
    Enfim, adoro romance policiais e esse deve ser um dos melhores.
    Beijos, Ju. ;)

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  4. Estou bem interessada em leituras de suspense atualmente. Ainda não conheço as obras da autora, mas tenho lido boas referências, especialmente a este livro. Fiquei bem empolgada e quero sentir esse arrepio, esse medo. Adorei sua resenha.

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  5. Ana, vc realmente me fez querer muito ler esse livro! Com certeza vou ler!
    Sua resenha está ótima! Parabéns!
    Assim que eu ler, te conto o que achei!
    Bjao

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