21 de fev de 2013

In Bookshelf Entrevista... LEILA REGO

Olá! É uma grande alegria estar aqui no Blog In Bookshelf falando dos meus livros e do meu trabalho. Bem, eu sou paranaense de nascimento, mato-grossense de criação e paulista de coração. Eu sou formada em Turismo, trabalhei por alguns anos com Recursos Humanos e hoje sou escritora.
















 Você sempre gostou de escrever? Sempre quis ser escritora?

Eu sempre gostei de escrever. Na época de colégio as minhas matérias preferidas eram redação, história, literatura... Porém, nunca havia imaginado efetivamente ser uma escritora, até que me tornei (risos). 

De onde surgiu a ideia de escrever a série "Pobre não tem sorte"? Quanto tempo levou para escrever cada livro?

Na época em que escrevi a série PNTS, eu observava e refletia muito sobre consumismo exagerado, status, grifes e ostentação. Eu pensava: “será que somos só isso mesmo - um consumo desenfreado atrás de novos produtos e querendo mostrar por outro que o meu é melhor que o seu?” Claro que nem todo mundo é assim. 
Mas, no ambiente em que vivia nessa época, a coisa era muito absurda e me incomodava pelo fato das pessoas não terem algo mais a mostrar do que aquela “casca”. Então, criei uma protagonista que era uma garota simples e que se tornou fútil, numa busca frenética por ser uma pessoa que ela não era em sua essência. 
O primeiro livro (Pobre Não Tem Sorte) demorou um pouco para ser escrito por que ele foi a minha estreia no mundo literário. Levei cerca de três anos. O segundo (Pobre Não Tem Sorte 2) eu escrevi em dez meses, e o terceiro da série está no forno (acabo ainda esse ano).  Sim, haverá o terceiro!  Não pensava em dar continuidade a série, mas depois de vários pedidos e também por acreditar que algumas situações poderiam ser exploradas melhor em uma obra complementar, resolvi completar a trilogia. E o Amigas (im)perfeitas), que na verdade é o meu terceiro livro publicado, eu escrevi em um ano.

Recentemente você lançou o livro "Amigas (Im)perfeitas", pela Editora Gutenberg, como foi o processo de criação desse livro? 

Quando eu terminei o PNTS2 ainda estava com gás total e queria continuar escrevendo só que não sabia o que. Eu queria falar de várias coisas, misturar música a história... Fazendo pesquisas para o próximo livro eu me deparei com um depoimento muito bonito de uma moça para sua melhor amiga. Aquilo me emocionou e decidi falar de amizade. Mas não de uma simples amizade. Amizade verdadeira mesmo. Dessas que duram a vida inteira e, para os que acreditam, várias vidas.  Então, imaginei três amigas que se conhecem ainda na infância e crescem juntas, aprendendo as coisas da vida e dividindo as experiências, as alegrias e as tristezas entre elas.

Sabemos que os autores brasileiros tem certa dificuldade quando vão procurar uma editora para publicar seus livros. Foi fácil encontrar uma editora? Você sentiu diferenças agora que está na Gutenberg?

Realmente não é fácil, mas está bem melhor do que quando iniciei como escritora. Recebi alguns “nãos”, claro. Faz parte. Eu sou muito bem recebida e atendida pela Gutenberg. Gosto do trabalho deles, do cuidado e capricho que eles têm com a criação dos livros... Acho que a diferença é mais pelo reconhecimento do público pelo meu trabalho. Sem demagogia, eu escrevo sempre com o coração e pensando na reação dos leitores.  Quero que o livro traga alegria e uma boa dose de reflexões.




Você se identifica com seus personagens? Ou se inspira em alguém conhecido?

Eu me identifico com todos. Sofro suas dores, sinto suas angustias, sorrio seus sorrisos... Pra mim, é impossível não ter essa identificação, embora não seja nada parecida com nenhum deles especificamente. Sim, me inspiro em muitas pessoas que conheci, convivi ou me relacionei ao longo da vida.  Para algumas eu conto, pois é uma espécie de homenagem. 

Você é formada em Turismo. Ainda continua trabalhando na área ou está se dedicando a profissão de escritora integralmente?

Não. Há seis anos que me dedico integralmente à escrita. E, mesmo antes de ser escritora, já não trabalhava na área (trabalhava com Recursos Humanos).

Como é a sua relação com seus fãs?

Tranquila. Procuro responder a todos com atenção e carinho. Nos eventos literários eu faço o possível para responder todas as perguntas, tirar fotos e autografar tudo o que me pedem. Eu adoro, acho que, muito mais do que qualquer recompensa financeira, é essa relação que me faz continuar sempre em busca de um livro mágico, encantado e que fará esse público tão fiel feliz.

Possui outros projetos em mente? Está escrevendo um novo livro?

Tenho um romance pronto que está ainda em fase de negociação para lançamento (aguardem!!!) e, como disse, escrevendo o último livro da série Pobre Não Tem Sorte. Quer dizer, acho que o último né, vai saber?  =)

Quais são seus livros favoritos? Livros que você indicaria para os leitores do blog.

Eu gosto do gênero chick-lit, mas costumo ler outros gêneros literários também. Recomendo os livros da Marian Keyes e Sophie Kinsella. Dos nacionais recomendo Fernanda França, Paula Pimenta, Patrícia Barbosa, Tammy Luciano, Janaína Rico...

Rapidinhas:
- Um autor(a): Sophie Kinsella
- Uma música: a que estou ouvindo: A Thousand Years da Christina Perri
- Um sonho: Ter muitos livros publicados
- Um lugar: minha casa
- Um momento marcante: Hum, vários. Meu casamento, o nascimento dos meus filhos, os biológicos e os de papel (meus livros)
- Uma frase: "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria."  Jorge Luis Borges



Leila, muito obrigada por ter concedido está entrevista ao blog. Ficamos muito felizes em poder conhecer autores tão cativantes, como você. Você gostaria de deixar algum recado aos leitores do "In Bookshelf"?

Obrigada sempre por lerem meus livros.  Escrever e perceber o bem que trago aos outros é uma realização maravilhosa. Continuem apoiando os autores nacionais e me enviando notícias ao acabar de ler minhas obras.  Gosto muito de “escutar” o que vocês dizem. Um beijo no coração!

Deixo aqui meus canais para quem quiser me seguir:
Twitter: @LeilaRego

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