21 de mai de 2014

A Queda - Michael Connelly

Editora: Suma de Letras
Páginas: 312
Resenhado por: Ana Paula da Cruz

A três anos da aposentaria, a carreira do detetive Harry Bosch no Departamento de Polícia de Los Angeles está perto do fim. Numa manhã, ele recebe dois novos crimes para solucionar, junto com seu parceiro David Chu. No primeiro, uma prova de DNA, encontrada no pescoço de uma vítima de um crime cometido há vinte anos, indica que o criminoso era uma criança de apenas oito anos. As evidências levam Bosch a se perguntar se o caso apontaria para uma criança assassina ou se houve uma falha do laboratório de análises criminais. O segundo crime investigado não é menos instigante: um delito que tem, certamente, caráter político. O filho do vereador Irvin Irving – um antigo inimigo de Bosch – pulou ou foi empurrado da janela de um hotel de luxo. O mais surpreendente é que foi o próprio Irving quem solicitou ao Departamento de Polícia que a investigação fosse conduzida por Bosch. Em A queda, Michael Connely mantém a narrativa perspicaz e repleta de reviravoltas. Na trama, o detetive protagonista busca descobrir os indícios para solucionar os dois casos. Afinal, há três décadas, um assassino opera secretamente na cidade e uma conspiração política age no departamento de polícia corrompendo a instituição. 


Harry Bosch é um detetive bem sagaz. Com anos de serviço, na manhã em que recebe a menção à sua aposentadoria surgem também dois novos casos para ele e seu parceiro, Chu, solucionarem. Um deles é um crime sexual de 1989, anos atrás, e que tem algumas coisas que não foram bem explicadas e cabe ao Bosch descobrir e arrumar a bagunça que foi feita. O outro caso, que surge ao longo do dia, é atual e diz respeito ao filho do vereador Irving, que foi encontrado morto em um hotel de luxo. 

Ao longo do enredo vamos conhecendo as táticas e as ideias investigativas (maravilhosas) de Bosch para solucionar os crimes, o que fazia com que o feeling de detetive despertasse no leitor também. Achei uma trama bastante trabalhada, vários processos investigativos que ocorriam e algumas vezes uma linguagem mais específica foi utilizada, mas ambos sempre bem explicados, não deixando o leitor perdido em momento algum. 

 O autor vai jogando pequenas descobertas no decorrer do livro todo, fazendo com que o leitor junte as informações junto com o detetive, porém, vários elementos surpresa também se fazem presentes na leitura e vão aparecendo até o fim da história, fazendo com que a leitura não fique tão maçante, pois o enredo não conta com muita ação, e que surpreenda quem está lendo até os últimos instantes. 

Achei a forma como as investigações foram evoluindo, de pouquinho em pouquinho, muito boa, pois, não contando com muita ação, o autor realmente jogou forte com a investigação propriamente dita, mostrando a mente do detetive trabalhando para juntar as peças do quebra-cabeça e chegando a um resultado final, revelando “podres” existentes na politicagem, na polícia, explorando o famoso “jeitinho” para quem está no poder conseguir o que quer mais rapidamente e assim por diante.

Os dois crimes ganharam seu papel de destaque no decorrer do livro, e eu me sentia ávida por informações o tempo inteiro, tanto de um caso quanto do outro. Quando estava lendo sobre um, queria solucionar o outro e vice-versa. 

Mesmo os crimes sendo bem diferentes - um trata de suicídio e política enquanto o outro aborda assuntos ainda mais fortes como pedofilia, distúrbios mentais e etc -  a narrativa do autor conseguia dar conta, paralela e maravilhosamente bem, de ambos, sem deixar nada a desejar em nenhum dos casos e com os dois tendo desfechos bem inteligentes, conclusivos e fortemente embasados em tudo o que foi descoberto. Porém meu caso preferido foi o “antigo” e não o do filho do vereador. Recomendo!


“Eu vejo isso como um aríete. Você toma impulso para trás e faz carga para a frente. Acerta a porta fechada e quebra para passar. Para mim, repassar todo o material é assim. Você balança para trás, depois para a frente, com toda a força.” Pág. 216

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