16 de dez de 2014

O Presente - Cecelia Ahern

Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Resenhado por: Ana Paula Abs

Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.

Muito legal ler um livro que se passa na mesma época que se está vivenciando. A escolha de ler O Presente da autora Cecelia Ahern aconteceu de uma forma completamente aleatória. Apesar de eu adorar a autora, não foi isso que me fez escolhê-lo, e tive sorte, porém não me surpreendi: como sempre, adorei o livro.

O Presente conta a história de Lou Suffern, um típico empresário: atarefado, cheio de bens materiais, uma casa enorme e um Porsche na garagem. Lou também ostenta inúmeras conquistas profissionais, e, claro, está sempre almejando mais. Porém, Lou não tempo nem para si e, muito menos, para a sua família. Está sempre correndo, sempre tendo que se dividir em dois ou três para realizar as tarefas do dia. Confesso que foi um pouco difícil gostar dele no início. 

Em uma tarde, num ímpeto de bondade e compaixão, afinal, era época de natal, Lou se vê oferecendo um café ao morador de rua que estava perto do seu trabalho. Após alguns minutos de conversa, Lou percebe que Gabe é muito astuto e está sempre ligado em tudo que está acontecendo ao redor. Em outro ímpeto, o contrata para trabalhar na empresa, já que o poder de observação de Gabe poderia lhe ser útil para uma possível promoção. O que Lou não percebeu, cego pela ambição, foi que Gabe parecia conhecer a alma das pessoas, e com mais precisão ainda, a de Lou Suffern, e que sua vida estava prestes a mudar.

Vamos nos inteirando da história de Lou e sua família através dos olhos do Sargento Raphie O’Reilly, que conta a história a qual estamos lendo para o “garoto do peru”, que está preso na delegacia até que sua mãe chegue, pois cometeu um pequeno delito (um peru tocado pela janela) na casa da nova família que seu pai constituiu.

À medida que a história avança, tanto para nós leitores quanto para o “garoto do peru”, nos vemos presos naquele tipo de magia fantasiosa que é típico de Cecelia Ahern, enquanto o sargento tenta, ao mesmo tempo, entender o que aconteceu e ensinar algo valioso para o garoto.

Vamos acompanhando o abrir de olhos de Lou, através das indiretas muito diretas de Gabe.Vamos entendendo o que Gabe quer fazer, o que Gabe TEM QUE fazer, antes que não dê mais tempo.Vamos tentando descobrir como Gabe faz as coisas que consegue fazer ao longo do livro, o que me deixou muito curiosa... mesmo. Vamos analisando, através da escrita da autora, atitudes que temos ao longo dos nossos dias, meses, anos, vida.

Como sempre é um livro muito reflexivo, cheio de ensinamentos, íntimo, que mexe com o nosso interior. Ainda mais nessa época mágica...

“É o tempo, o que nunca temos em quantidade suficiente. É o tempo que causa a guerra em nossos corações. Devemos usá-lo com sabedoria. O tempo não pode ser embrulhado para presente e deixado embaixo da árvore na manhã de natal. O tempo não pode ser dado. Mas pode ser compartilhado.” 

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