23 de abr de 2014

A luz entre oceanos - M. L. Stedman

Editora: Rocco
Páginas: 368
Resenhado por: Ana Paula da Cruz

Romance de estreia da australiana M. L. Stedman, A luz entre oceanos alcançou as principais listas dos mais vendidos do mundo, incluindo o cobiçado ranking do The New York Times, onde permaneceu por mais de quatro meses. Escrito por uma advogada que aborda os limites da ética e os dilemas morais sob diferentes pontos de vista, o romance conta a história de Tom Sherbourne, faroleiro de uma ilha isolada na costa oeste da Austrália, e sua mulher, Isabel. Impedidos de ter filhos, a vida do casal sofre uma reviravolta quando um barco à deriva aporta na ilha. Publicado em 25 países, A luz entre oceanos é um livro emocionante sobre perdas trágicas e escolhas difíceis, sobre a maternidade e os limites do amor.




Uma excelente surpresa. Sem ler sinopse, orelha e nem conhecer a autora me joguei de cabeça aberta e sem expectativas em “A Luz entre Oceanos” e foi muito bom. A escrita minuciosa e bem desenvolvida da autora me ganhou por completo e a trama que ela criou, junto com forma que ela a desenvolveu, brilhantemente, foram motivos mais que suficientes para que eu adorasse essa leitura.

A Luz entre Oceanos conta a história da vida de Tom Sherbourne e de sua esposa Isabel. Vivendo na afastada ilha do farol de Janus Rock, ambos têm rotinas bem específicas e vivem de forma bastante harmônica. Tom é o faroleiro e tem como obrigação manter o farol sempre limpo e funcionando em sua melhor forma. Isabel, por sua vez, faz muito bem as vezes de dona de casa e esposa do faroleiro, sempre mantendo as coisas em ordem por terra enquanto Tom, do alto da torre, cuida do mar.

Ambos têm suas vidas viradas, assim como as marés, no momento em que, após uma série de infortúnios que aconteceram à Isabel, surge no horizonte um barquinho à deriva com um homem morto e um bebê saudável e aos prantos dentro. Na hora Tom pensa em reportar esse importante acontecimento ao seu chefe, mas Isabel lhe pede um tempo com a pequena, a quem resolve chamar Lucy, e assim, desde o momento que a pequena Lucy chega à Ilha, começa o desassossego de Tom. Dividido entre a felicidade com a família que sempre quiseram, e o peso da consciência pelo que fizeram que o consome, se passam quatro anos, mas Tom nunca consegue esquecer o que deixou acontecer e sente-se cada vez mais sufocado, apesar de seu amor pelas duas.

Uma história muita intensa, não necessariamente pesada. Intensa pela vivacidade que as palavras continham. Eu sentia a brisa, ouvia as gaivotas e a risadinha de Lucy através das palavras da autora. Me sentia inserida totalmente na vida dos personagens, pois as descrições eram bem criteriosas e especificadas (confesso que em algumas passagens isso ficou um bocado maçante). E, assim como me sentia dentro do contexto, sentia que estava claramente inserida na cabeça deles, juntamente com o peso das ações e das omissões que fizeram ao longo da vida e a maneira com isso foi evoluindo dentro deles.

A autora soube como prender o leitor do início ao fim. Mesmo que eu me sentisse um pouco “remando” (ó o trocadilho hehe) em alguns momentos que estava parada a leitura, ela me fazia voltar à atenção com tudo, sempre inserindo algum acontecimento “bombástico” depois de algum período de calmaria, o que me deixava ainda mais ávida para saber o que ela iria inventar em seguida. 

Um livro bem “pensante”, que faz a gente parar e refletir: o que eu faria em nome do amor incondicional? Que tipo de decisões eu seria capaz de tomar vendo o amor da minha vida sofrendo e eu tendo a chave para mudar isso? Razão ou Emoção que me rege? Gostei de tudo, desde o início até o final fantástico e muito real dado pela autora. Recomendo muito.


“As pessoas fazem isso, às vezes. Pessoas que tiveram que enfrentar menos que você. Nem sempre estamos no controle das nossas ações.” Pág. 341

2 comentários:

  1. Oi, gostei muito da história, também não costumo ler a sinopse dos livros. Fiquei curiosa para saber o final da historia e o que aconteceu com o homem morto após eles decidirem ficar com a criança. Gosto de livros onde o autor faz com que eu questione o que acredito e seu tomaria as mesmas decisões dos personagens.

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  2. Olá Ótima Resenha e fiquei bastante curioso para saber a pegada que esse livro tem! : ) não sou nenhum apaixonado por livros de romance mais tenho que confessar que esse livro deve abordar temas bem bonitos,não só o o romance comum que vemos em vários livros, mas algo alem de um romance comum. curioso

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